18 outubro 2011

Jaque se emociona em entrevista

Ponteira tem retorno previsto para o final deste ano


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Foto: Luiz Pires/VipComm
A ponteira Jaqueline falou nesta terça-feira (18) pela primeira vez após o choque com a líbero Fabi, na estreia do Brasil no Pan de Guadalajara, no último sábado. Recuperando-se de uma concussão cerebral e fratura cervical, a ponteira não segurou as lágrimas ao comentar sobre o carinho recebido desde o episódio.


“Não é fácil passar por tudo o que estou passando. Queria agradecer a todos que estão aqui e no Brasil. Não sabia que era tão querida. Estou muito feliz, apesar de tudo o que estou passando. Não imaginava um carinho tão grande. É tanto amor, que só está me fortalecendo para que eu possa melhorar diariamente”, disse Jaqueline ao portal UOL.

A atleta revelou também os minutos de pavor que viveu depois de bater cabeça com cabeça com Fabi, na tentativa de recuperar uma bola no segundo set com a República Dominicana. “Senti algo que nunca tinha sentido na vida. Meu corpo estava dormente e me desesperei porque vi as pessoas preocupadas. Não conseguia sentir meus braços e minhas pernas, mas logo voltou." 


Confira abaixo as declarações de Jaque e do médico da seleção.

Outras declarações de Jaque (Globoesporte):

"A palavra exata é força. Aprendi isso desde a minha infância, com minha família. Passamos por diversas dificuldades e conseguimos reverter. Mas uma coisa que vou conseguir é mostrar para as pessoas que não se pode desistir jamais. Sou lutadora. Como gosto de dizer, sou brasileira e não desisto nunca. Vou fazer de tudo para me recuperar rapidamente. Vocês podem ter certeza de que eu vou voltar dando show"
"Fico muito feliz em saber que recebo tanto carinho. Na hora do choque, foi uma sensação que nunca tinha sentido. Fiquei com o corpo dormente. Quando eu acordei e vi que as pessoas estavam preocupadas, fiquei mais nervosa. Minha preocupação maior foi por não sentir tão bem as pernas e os braços, por causa do formigamento. Mas fui me tranquilizando. Não me faltou nada nesse momento e isso me deixou muito bem. Estou super tranquila. Quero passar para minha família que estou bem"
"Com certeza, é triste. Tem pouco tempo que eu retornei à seleção. Mas vou ficar torcendo. A minha torcida vai ser grande. Vai ser difícil, mas eu creio que essa equipe vai lutar por essa medalha de ouro"
"Zé é uma pessoa que não desiste fácil. Até o último momento, que disserem que eu tenho chances, vai falar para eu tentar. Quando perdi o bebê, ele sempre ficou comigo, me apoiou para que eu voltasse logo e eu voltei muito bem. Ele fala isso pela confiança que tem em mim. E quando eu voltar, vou estar fortalecida"

Declarações Júlio Nardelli, médico da seleção:
"A gente vive de etapas. Primeira etapa, com colar, vai ser de quatro a seis semanas. Nesse tipo de trauma, não tem uma data fixa. Pode ser que volte antes, talvez depois. Esse ano ela volta a jogar, com certeza. Mas, nessas semanas, ela tem de ficar de repouso, sem atividades físicas. Ela, como atleta, vai ter uma recuperação mais rápida, mas não temos prazo. Mas o colar é o que ela tem de usar para se recuperar direitinho e por completo. Ela está se adaptando muito bem. Mas é inconveniente, incomoda"